sábado, 17 de outubro de 2009
Marley, Skip, Renier, Droopy e Eu.
90% da população com hábitos de leitura leu o livro "Marley e Eu". Okay, inventei a porcentagem. Não sei e nem vou dar um "google" para saber.
Até por que não é bem do livro que quero falar.
Acabei de ver o filme... E é incrível como filmes com cães me tocam. Em especial "Meu cachorro Skip". E agora "Marley e Eu".
A fidelidade e o amor sincero dos cães me enternece. E não poder ter um também.
Tive dois cachorros na minha vida. Todos dois enjeitados.
Renier era um tenerife do tipo do Marley... Roedor, corredor, comedor e com o tempo foi ficando bravo.
Lembro as inúmeras vezes que subi e desci os 12 andares do antigo prédio, levando vários "olés".
Lembro também que minha pobre avó corria a Av. Atlântica toda atrás dele. Num Ano Novo saímos para ver os fogos na orla de Copacabana e ao voltar ele tinha devorado todo o chester...
Um dia fui passar as férias na casa da minha mãe e quando voltei ele não estava mais lá.
Droopy foi o último. O filhote mais bonito e mais doce que já existiu. Um possível poodle misturado com algum vira-lata. Lembro uma das primeiras vezes que fiquei sozinha em casa. Havia um barulho estranho, que logo depois descobri ser o passarinho, peguei o Pipito e aninhei no meu colo. Nos protegeríamos naquela noite.
Tive depressões horrorosas. Logo quando melhorei vivia viajando com meus amigos ou entocando-os na minha casa. Negligenciei o Pipito. Ele sofreu minhas depressões comigo e quando melhorei sofreu minha ausência. Um dia acordei e ele não estava mais lá. Sofri. Muito. Não só a perda do Droopy, mas também jogarem na minha cara que fui uma péssima dona.Ouvi calada e de cabeça baixa. Eles tinham toda razão.
Desde então nunca mais tive cachorro. Em respeito ao Droopy.
Mas que falta faz. Um pedido de carinho, uma lambida molhada bem no meio da cara, ter que levantar cedo para levar para passear, deixar dormir na cama em dias de tempestade, ser recebida com alegria ao chegar em casa...
Paro por aqui.
Postado ao som de La vie en Rose de Edith Piaf.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sex, Drugs an Rock and Roll No More!
Exagerei. Only "no more drugs" in my life. For while. E com a dor que eu sinto, fico só ouvindo o Rock'n'roll, "no more sex" too.
Neuropatia diabética. Eis o mal que me aflige. Para quem não sabe:
"Neuropatia diabética é um termo empregado para descrever a lesão dos nervos em virtude da glicemia elevada."
Dores no corpo, inchaço, dormência, formiguinhas andando pelo corpo e muita chateação.Basta jogar no Google o que é para começar a ser pessimista. E se assustar, por que o Google Images é cruel.
Saí do médico aos prantos. Ao ficar diabética jurei que seria enterrada com todos os membros acoplados ao corpo. E por fraqueza abusei. E tudo que quero agora é um relaxante cigarro, mas não posso.
Pior do que o medo de perder um membro é o fracasso. E a preocupação que causo ao meu redor.
Lembro de minha tia chorando na CTI. Lembro do meu próprio sofrimento físico.
Vou me cuidar. Vou tentar. Vamos ver até quando isso dura.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Finalmente consegui curtir uma folga...
Ou mais ou menos isso.
Chegar na praia do fim do dia, quando as nuvens já estão encobrindo o sol e ainda dormir e perder qualquer possibilidade de diversão não é tão ruim quanto parece.
Obrigada a Fran, João, Bia e Lucas. Pela companhia neste fim de semana.
Acreditem, o pouquíssimo tempo que passamos juntos foi muito agradável.
Ou mais ou menos isso.
Chegar na praia do fim do dia, quando as nuvens já estão encobrindo o sol e ainda dormir e perder qualquer possibilidade de diversão não é tão ruim quanto parece.
Obrigada a Fran, João, Bia e Lucas. Pela companhia neste fim de semana.
Acreditem, o pouquíssimo tempo que passamos juntos foi muito agradável.
domingo, 11 de outubro de 2009
THE WEEKend

Só um trocadilho infame e infeliz sobre onde eu devia estar agora. (Boate The Week, no centro do Rio de Janeiro. Destinado ao público gay e simpatizante.)
A postagem também se trata "fim de semana".
Domingo, véspera de feriado, e cá estou a escrever para mim mesma.
Eu deveria estar numa boate "ahazando, ném!", mas estou aqui. Por opção, diga-se de passagem.
Chegaram ao Rio dois amigões meus. Bia e Lucas. Preferi ficar sentada num pé-sujo falando uma pouco da vida. Da minha, da nossa e da dos outros.
Mesma coisa que fiz na sexta e no sábado. Jogar um pouco de conversa fora com pouquíssimos e bons amigos, de forma leve e saudável tem sido habitual. E um pouco mesmo. Nada de ficar até as 4 da manhã (no mínimo) na rua...
Se tem me feito bem não sei. Mas é fato que volto para casa com um vazio no peito...
Um filme me chamou atenção nesse fim de semana.
"A orfã"... Vou tentar falar um pouco sobre sem contar o final.
Achei de cara e preconceituosamente que seria mais um filminho tosco de terror. Errei, tratava-se de um suspense. Mais uma família com a presença de uma criança demoníaca.
Em alguns minutos de filme associei ao "Anjo Malvado" com Macauly Culkin e Elijah Wood.
Esther é a orfã. Uma criança sádica e manipuladora que se interessa por seu novo pai adotivo, infernizando a vida da mãe, do pai e dos irmãos.
O filme desenrola bem... Com alguns clichês básicos, mas tenho a impressão de que foi proposital.
Para acharmos que era mais um suspense óbvio.
Bem, não sei quanto aos que vão assistir, mas pra mim foi surpreendente e perturbador.
E tiro meu chapéu para a Isabelle Fuhrman, a protagonista. Confesso estar com medo de crianças de 9/10 anos em geral e acho que devo isso a ela.
"Há algo de errado com Esther..."
Assistam.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Make Believe
Thats no sorrow in your eyes...
Maldita música que me persegue.
Seria eu tão transparente assim que as pessoas percebem em meu olhar a tristeza?
O futuro me assusta. E por envolver outras pessoas não vou falar sobre ele aqui.
Rotina= Trabalho > ensaio > casa.
Ando cansada... e desmotivada.
As pessoas me decepcionam. MUITO. Sempre.
Que Deus me permita ser uma atriz bem sucedida. Para que eu possa morar de frente para o mar de Ipanema. Eu em meus 70 anos e meus 50 gatos.
Maldita música que me persegue.
Seria eu tão transparente assim que as pessoas percebem em meu olhar a tristeza?
O futuro me assusta. E por envolver outras pessoas não vou falar sobre ele aqui.
Rotina= Trabalho > ensaio > casa.
Ando cansada... e desmotivada.
As pessoas me decepcionam. MUITO. Sempre.
Que Deus me permita ser uma atriz bem sucedida. Para que eu possa morar de frente para o mar de Ipanema. Eu em meus 70 anos e meus 50 gatos.
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