domingo, 31 de agosto de 2008

Escadaria do Méier



Cansadas da violência no bairro em que vivíamos e também da ladeira e das escadarias do prédio nos mudamos. 4° andar, elevador, espaço tipo play, muito movimento, índice pequeno de assaltos. Parecia perfeito. Até que descobrimos que o elevador vive com defeito. Será que me mudei para o Cosme Velho? O nome do prédio é Corcovado? Nem. Subir quatro andares de escada não é para qualquer um. Ainda mais se como eu, és uma velha precoce. Sim, sim... Estou com um problema na coluna que me acaba o quadril ... Tenho andado igual uma mulher parida. Acho que o agravante foi correr cerca de uns 500 metros as quatro da madruga e subir o equivalente a cinco andares. Ou talvez subir esses cinco andares com milhares de sacolas de compras, várias vezes. Capaz de nunca mais esquecer de alongar antes de dançar. Trauma. Céus, só tenho 20 anos. Já não me basta a diabetes?!?! Não, a coluna tem que sacanear junto.

Mas vou me abster de reclamar. Apesar de eu ser uma moça latina-americana que também sabe se lamentar, by Raul Seixas.
Fim de semana ótimo.
Na sexta, cineclube LGBT com Laura de Vison no Odeon. Curta, documentário e biografia da transformista, falecida ano passado. Após a mostra, festa no café comandada pelo DJ Great Guy.
Galerinha divertidíssima. Amigos, amigos de amigos, gente interessante, boa música, muita dança, risadas, cervejas, cigarros e ida ao banheiro masculino. A noite bem do jeitinho que eu gosto.
Sábado foi descrito no post anterior...
E domingo foi prazer e dor. Calma, calma. Nada de sadomasoquismo...
Depois desse caos de sobe e desce escada eu passei o resto do domingo nos braços de alguém muito especial. Um anjo. As vezes nem sei se ando fantasiando. Se eu não sentisse seu corpo, não acreditaria ser real.

E encerro. Só me resta esperar a segunda-feira...

sábado, 30 de agosto de 2008

Festa de Família


Um milhão de primos de graus variados e tias centenárias. A maioria você nem conhece. Ou conheceu num passado remoto. E se realmente conheceu pode ter certeza que alguém vai obrigá-lo a lembrar.
"Essa é a tia Maricotinha. Como você não lembra dela?!?!?! Daquela vez em que aconteceu aquilo naquele lugar... Ah, pára! Você lembra sim!"
Incrível. O mais incrível é A-D-O-R-A-R essas situações curriqueiras. Tem outro incredible na história. Eu sempre saio de casa obrigada, achando que vai ser o cúmulo do tédio. Mas sempre me divirto muito. E é tudo sempre igual. Mesmas pessoas, mesmas histórias, mesmas piadas.
Uma coisa que sempre rola é o olhar "cima a baixo". Chego e sinto os olhares todos em mim. Sempre fui a feinha-engraçadinha e esquisita. Fora do padrão. Mas, sabe... Sempre fui a queridinha de todos. Não se pode ter tudo, não é mesmo?
Hoje foi diferente. E incômodo, sim, muito incômodo. "Nossa, Priscillinha! Como você está bonita! Está linda! Ótima..." Seria uma espécie de massagem no ego se eu não pensasse que tipo de monstro eu era. Outra coisa que reparei foi que não me perguntaram se eu estava namorando.
Me conhecendo bem e vendo como eu estou bonita (segundo eles, não opino) devem estar achando que estou na pegação.
Tirando os holofotes de cima de mim... A festa do lado Raibott é sempre ótima. Todos animados, comida boa e farta, cerveja gelada, boa música e muito amor familiar. Sim, nos gostamos muito.
Hoje foi algo mais simples... Só os parentes mais chegados num espaço no prédio da minha prima. Prima essa que está completando 80 anos hoje. É... Sou um dos poucos familiares na faixa dos 20. Mas não pense você que é similar a uma festa no asilo. Todos de pé, rindo, brincando e dançando. A música da festa era ao vivo. Um sambinha perfeito que me fez voltar para casa com saudades do Noel (Rosa)...
Se não fosse aqueles doces maravilhosos me lembrando como é sofrida a vida de um diabético, teria sido impecável o dia.
Minto, teria sido impecável o dia se minha avó estivesse lá... Junto com as quase centenárias.
Já se foram tantos de sua época. Mas não há como disfarçar... É dela que sinto mais falta. É lembrando dela que meus olhos se enchem de lágrimas. E ouvindo a seguinte música lembrei do quanto ela me fez feliz e o que ela fez por todos nós. Tudo isso de olhos marejados...


Naquela Mesa (Sérgio Bittencourt)

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Vá pro diabo que te carregue!!!


Vá, vá, vá, vá, vá, vááááá pro diabo que te carregue!

Vá pro raio que o parta!!!!


Sabe aquele dia em que você acorda com vontade de mandar todo mundo, sem exceções, tomar bem no meio do olho do cu? Bem explicadinho para não errarem o endereço. Então, hoje foi um dia assim. Aquele dia que você acorda virado. Bem, na verdade já dormi assim.
Levei um ignored de dois amigos no msn... Meia dúzia de desaforos e grosserias de um... E como boa canceriana sensível que sou...

Hoje dei folga para a Amélia. Busquei o guri na escola e só. Fiquei na casa do meu pai, descansando... Estaria descansada se não me irritasse com facilidade. Oh dia difícil esse, tentando não pular na jugular de ninguém. Podia jurar que havia algo de licantropo no meu sangue hoje.

Uma hora conseguirei ser contrariada e manter um sorriso de Dalai Lama no rosto junto a paciência de uma Super Nany.
Estava doida para chegar em casa e ouvir e cantar e fazer dancinhas indie estranhas ao som de "O Raio Que O Parta - Superguidis"...

Superguidis é uma banda independente do Rio Grande do Sul. Um som meio sujo e de MUITA qualidade. Uma das melhores da cena rock nacional atual. Embora também eu ponha o Vanguart nessa classificação.
As letras são únicas. Há um "que" de non sense... Debochado, mas ainda sim sensível. Daquelas que você canta quase que soletrando e de olhos bem fechados.
Conheci o som deles através de um amigo do Sul, o Metz. Qualquer dia vou lá assistir um show do Guidis. Afinal, já me considero fã.


Falar em Metz, ele e a nossa galera (da comunidade Vamos Falar de Rock´n´Roll) vêm para o Rio em novembro. Nem tô feliz. Odeio esse pessoal que mora em São Paulo, que se vê todo mês.
Não, nem estou com inveja. Sábado agora, por exemplo, vai haver orkontro. Eles se verão, beberam e etc. Eu estarei numa reunião de família. Sendo forçada a lembrar de primos de 7° grau e a aturar olhares daqueles "cima a baixo".
Whatever.
Termino o post de hoje indicando umas músicas do Superguidis que gosto muito(quem sabe um dia eu saiba dispor músicas para download em blog, mas por enquanto vai só a indicação mesmo):
"O raio que o parta", "O Manual de instruções", "Discos Arranhados", "Nunca vou saber" e "Malevolosidade".

Enjoy.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A Amélia que há em mim



Acordei cedo. Sim, porque 10 horas ainda é cedo. E só acordei as 10 porque fui dormir muito tarde. Seria capaz de ter acordado as 8:30 ou 9:00 se tivesse deitado (relativamente) cedo.
Acordei as 10 hs e de bom humor.
Dei um jeitinho na casa, tomei banho, fui buscar o Gabriel na escola, dei almoço, continuei ajeitando a casa, estudei com o menino, levei na natação, andei pela rua vendo algumas coisas pessoais, busquei o pequeno na natação, comprei algo pra ele comer, brinquei com ele no play, subimos, dei banho nele, dei mamadeira, continuamos a estudar, adiantei o jantar e fui na rua de novo.
Nunca, repito, NUNCA me imaginei numa situação assim.
Embora eu seja romântica e tenha o instinto materno super hiper ultra mega aflorado, não me vi uma só vez brincando de casinha.

Como eu havia mencionado na última postagem, a babá/empregada da casa sumiu.
E, como sou a única desempregada da casa, coube a mim os afazeres domésticos.
Havia dito também que fui criada por uma tia. Na verdada foram duas. Há também a tia Valéria, mãe do Gabriel.
Sobrou pra mim também os cuidados com o garoto.
Coitados. Coitado do menino, coitado do meu lar.
Não sei e não gosto de coisas relativas a casa. A não ser decoração, que AMO. Mas aí já é outro assunto.
Coitados... Foi o que pensaram.
Mas nãããão.
Me descobri uma super mulher. Dou conta de tudo e algo mais!
Pior, eu estou adorando.
Adorando talvez pelo fato de não me sentir inútil e nem ser taxada do mesmo.
Já não era tarde para amadurecer.
O fato é que fui mimada e nunca precisei me mexer. Quando precisei, no susto, fracassei.
São coisas que me arrependo. Não ter aprendido a me virar em casa, não ter estudado muito e me acomodar.
Mas estou conseguindo mudar esses defeitos. Venho querendo a muito tempo... Tentando a algum...

Falar em mudanças... Tranquei a faculdade, não estava certa de que queria ser publicitária.
Procurei um curso, afinal parada eu não vou ficar. Design de interiores. Uma paixão.
Unidades caríssima e distantes. Desisti. Mas só por esse semestre. Desisti não, adiei.
Fui ver um curso de web designer. Afinal, passo tanto tempo no computador, na internet...
Por um pacote fiquei com o curso de web designer e... Softwares de comunicação!
Troquei seis por meia dúzia, já dizia a minha avó.


Nossa, meu blog virou um simples diário. E do que estou reclamando se disse que ninguém o veria?
Ahhhh, mas tinha que ter alguma utilidade.
Eu deveria falar sobre algo legal.
Bem, não tenho ido ao cinema, nem visto filmes, nem lido (sem intervalos) e nem descobri uma banda legal.
Então, fica para a próxima.
Não, lembrei agora.
Não descobri uma banda, mas REdescobri outras.
Mudanças no meu mp3. Nada de metal, tirando o Blind Guardian que está lá desde que ganhei o player.
Tenho escutado muito Raul Seixas, Secos & Molhados, ABBA, Matanza e Los Hermanos.
Ouvia muito o Secos e o Ney na infância, quando passava as férias da casa da Vó Neida. Curtia, achava legal e só. Comecei a prestar mais atenção... Letras, melodias, instrumentos... Nossa, Secos & Molhados é perfeito. Estou vendo como os pais (ou avós?) do Tuatha de Danann. As flautas, o folclore...
Músicas do dia: Eu também vou reclamar, Bandoleiro, Gimme! Gimme! Gimme!, Ela roubou meu caminhão e Veja bem, meu bem.
Um de cada, respectivamente.
E por hoje é só, pessoal.
=D

p.s.: Mais uma vez peço desculpas pela má acentuação.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Só mais um blog...

Ah, então, poizé...
Mais um blog que eu tenho quase certeza que vou abandonar.
Outra certeza que tenho é que só eu vou ver.
Tá, nem... Mas eu vou ter vergonha de mostrar. Aí a certeza é tão absoluta quanto a redundância aqui presente.
Então, já que estou aqui vamos lá. Apresentação:
Nome: Priscilla (Pri, pois juro que as vezes eu mesma esqueço que fui batizada Priscilla)
Vulgo: Chilli. Proveniente de minha paixão por pimenta.
Ocupação: Nenhuma.

Bem, chega, está parecendo perfil de Orkut.
Farei um resumo, dos 0 aos 20 anos.
Fui uma criança não tão desejada. Minha mãe sem base familiar, meu pai um porra-louca. Logo, sobrou para a minha avó me criar, quando minha mãe foi embora e eu tinha 2 anos.
Aos 13 minha avó morreu. Terminei de ser criada por minha tia, Cláudia, quem considero mais do que mãe. É um ídolo pra mim.
Hoje estou crescidinha. Já fui criada. Só não tomei um rumo na vida.
De manhã tranquei a faculdade de Publicidade. Não estava curtindo, a grana estava curta e a babá do meu primo sumiu.
Hoje então, estou vivendo uma fase dona de casa.
E sou um fracasso nisso, diga-se de passagem.
Mas até que o guri fica bem comigo. Me obedece, me respeita... Vamos ver até quando.
E veremos também quanto tempo minha paciência dura.
Se bem que é fácil... Só consultar meu ciclo menstrual.

A introdução (ui) já foi.
Quero falar de minhas paixões.
Dança do ventre, culturas e "viver a amizade".
Danço a pouco tempo. Comecei no fim de fevereiro.
Mas até que sou boa. Encontrei algo nesse mundo que gosto, me dedico e sei fazer.
Juro que achei que isso não aconteceria um dia.
Culturas: Música, cinema, livros e teatro.
Música fica por conta do rock. Inclusos: Metal (Pagan, power, heavy), country, alternativos e mais alguns que seria longa a expilcação;
Cinema, ah, o drama. Oh, Almodovar... Oh Cinema asiático...
Livros, ando dura pra comprá-los. Mas gosto dos baseados em fatos reais, de relatos, biografias...
E sim, sou pottermaníaca! Não gostou, me chuta!!!
Li "A Estrada da Noite" do Joe Hill, filho do Stephen King. Um terror contemporâneo... Gostei muito e já tenho em vista o outro dele, "Fantasmas do séc. XX"...
Mas não foi o ultimo que li. Li "Twilight", de Stephenie Meyer. Nõ vi grandes coisas... Mais um romancezinho vampiresco. Definitivamente preciso ler "Dracula".
Mas não nego que devorei o "Crepusculo" (Twilight)...
Teatro. Então... Graças a Deus meu pai trabalha em teatro. Sim, sim. Ele é iluminador.
Logo, assisto muitas peças e todas de "grátis". Sempre adio os estudos teatrais. Sem eles não conseguirei ser dubladora. Coisa que eu almejo.
Já trabalhei com meu em iluminação de eventos. Mas aí já é outra história.

Separei um parágrafo para eles porque eles merecem!
Sim! Eles, meus amigos! Os de farra, os doadores de ombro, os que moram longe...
Fran, Octávio, Carol e Monique. Meus mosqueteiros. Sempre presentes.
Metz e Rafa, conheci na net. São tão amigos quanto os antes citados. Conto com eles, mesmo a distância. Metz no RS, Rafa em SP.
Oh, quantas noites eles seguraram minha barra... Eu caindo, pedaço por pedaço, por um amor que... bem, nem sei classificar.
Não desmereci nenhum amigo. Esses tiveram um papel importante e recente na minha vida. Ou nela toda, como a Monique.
Fiz ótimos amigos esse ano e ano passado.
Aprendi a classificar melhor as "amizades" também.


Momento atual: Cuidando do coração, da cabeça e da vida. Tentando por as coisas em ordem.
Essa foi um prévia do que virá, ou não, pela frente.
Essa é a minha cabeça e o que nela há.

P.S: Sim, faltaram alguns acentos. Massss, ao corrigí-los, a digitação a frente é "comida". E como sou preguiçosa...

Aos 5... E aos 20...