domingo, 31 de janeiro de 2010
29/01
10: 22 da manhã. Estou no trabalho. Um súbito desejo de escrever. Como uma grávida que tem vontade de comer tijolo molhado após uma chuva. Acabo de ler um conto de Joe Hill, do livro “Fantasmas do século XX”. Joe Hill é filho de Stephen King “O mestre do terror”. Herdou o talento do pai. Embora eu não saque muito King, só o que leio sobre ele por aí. Posto o conto logo em seguida desse.
As semanas que se passaram têm sido de muita leitura. Já que não tenho textos a decorar e nem muito o que fazer pela manhã no trabalho. Chego, limpo, organizo, como algo e espero o primeiro cliente aparecer.
Silmarillion, Lua Nova, Billy Straight e Fantasmas do século XX.
Simarillion abandonado no meio numa época tensa e estressante para uma leitura tão complexa.
Lua Nova não preciso comentar. Sucesso de vendas e e de bilheteria no cinema. Juro que não acho nada demais no livro. Acho até um pouco fútil. Um romance. “Edward é um vampiro, e eu uma humana, agora Jake é um lobisomem. Oh, Deus! Sou uma Julieta contemporânea.”
Mas sou uma jovem mulher que, subconscientemente, gosta destas coisas. Algum traço adolescente que não quer se apagar.(risos)
Billy Straight, nunca ouvira falar de tal livro. Ganhei de amigo oculto da minha amiga Cathy. Ela encomendou o “Fantasmas” pelo Submarino, mas não chegou a tempo.
Um puta suspense psicológico. Brilhantemente conduzido por Jonathan Kellerman. Um garoto de 12 anos, testemunha um crime brutal. Vários personagens. Dissecados capítulo a capítulo. O que são e o que os levaram a ser. BRILHANTE.
Me interessei por terror com Joe Hill. Não foi com seu pai, ou com Poe, ou com qualquer autor vampiresco pré-Crepúsculo.
Minha amiga Fran me emprestou “Estrada da Noite”. Um rockstar compra um terno que vem com um fantasma para sua 'coleção de coisas bizarras compradas na internet'”.
Pode parecer bizarro e talvez desinteressante falando assim... Mas ponho minha mão no fogo pelo Hill. Uma história pertubadora, com casarões abandonados e telefones e mocinhas virgens substituídos por mansões e internet e meninas normais, que transam, bebem e fumam.
E eu, o que ando fazendo?
O clássico resumão: Mais um namoro que não deu certo. Saí de casa, fui morar só, mas acabei caindo na casa do meu pai. O dinheiro do aluguel e das contas vão para a poupança. Viajo meio do ano, se Alah quiser. Peça em cartaz. Bom teatro, boa crítica, bom público. Saindo bastante. Bebendo, dançando e saboreando os prazeres carnais.Amigos perdidos, amizades firmes ainda e novos amigos.
Uma péssima fase seguida de uma beeeem melhor.
Depois da tempestade a bonança, como dizia minha avó Targina.
9 anos sem ela. Quantas saudades...
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Um comentário:
Tijolo molhado quem come é quem tem verme porra.. não grávida! huahauahau
=*
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