segunda-feira, 22 de março de 2010

A volta da boêmia...

Um mês.
Um mês que não sentia a brisa fresca da manhã no meu rosto.
Um mês que não tomava um gole de cerveja.
Um mês que eu não beijava ninguém enquanto pensava em outra pessoa. Mas pensava na mesma enquanto sentia o vento das primeiras horas da manhã.
Todo divertimento cai no esquecimento enquanto volto para casa, junto com as pessoas legais que conheci, junto coma conversa boa...
Mas meu distúrbio de atenção também se anula.
Ouço diversos pássaros cantandoe alguém conversando com eles em seus respectivos idiomas.
percebo que o primeiro prédio da rua tem jardim e olho embasbacada o sol iluminando suas flores vermelhas e amarelas.
Reparo que a marca de bola no doblô estacionado ainda está lá. Há meses.
Muitas pessoas saindo para trabalhar e eu chegando. E dessa vez nem sinto vergonha.
Paro na padaria, sem desligar os ouvidos do trem passando na estação.
Chego em casa, tomo uma dose de insulina, café da manhã e sento.
Escrevo até o sono me arrematar.

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