Um milhão de primos de graus variados e tias centenárias. A maioria você nem conhece. Ou conheceu num passado remoto. E se realmente conheceu pode ter certeza que alguém vai obrigá-lo a lembrar.
"Essa é a tia Maricotinha. Como você não lembra dela?!?!?! Daquela vez em que aconteceu aquilo naquele lugar... Ah, pára! Você lembra sim!"
Incrível. O mais incrível é A-D-O-R-A-R essas situações curriqueiras. Tem outro incredible na história. Eu sempre saio de casa obrigada, achando que vai ser o cúmulo do tédio. Mas sempre me divirto muito. E é tudo sempre igual. Mesmas pessoas, mesmas histórias, mesmas piadas.
Uma coisa que sempre rola é o olhar "cima a baixo". Chego e sinto os olhares todos em mim. Sempre fui a feinha-engraçadinha e esquisita. Fora do padrão. Mas, sabe... Sempre fui a queridinha de todos. Não se pode ter tudo, não é mesmo?
Hoje foi diferente. E incômodo, sim, muito incômodo. "Nossa, Priscillinha! Como você está bonita! Está linda! Ótima..." Seria uma espécie de massagem no ego se eu não pensasse que tipo de monstro eu era. Outra coisa que reparei foi que não me perguntaram se eu estava namorando.
Me conhecendo bem e vendo como eu estou bonita (segundo eles, não opino) devem estar achando que estou na pegação.
Tirando os holofotes de cima de mim... A festa do lado Raibott é sempre ótima. Todos animados, comida boa e farta, cerveja gelada, boa música e muito amor familiar. Sim, nos gostamos muito.
Hoje foi algo mais simples... Só os parentes mais chegados num espaço no prédio da minha prima. Prima essa que está completando 80 anos hoje. É... Sou um dos poucos familiares na faixa dos 20. Mas não pense você que é similar a uma festa no asilo. Todos de pé, rindo, brincando e dançando. A música da festa era ao vivo. Um sambinha perfeito que me fez voltar para casa com saudades do Noel (Rosa)...
Se não fosse aqueles doces maravilhosos me lembrando como é sofrida a vida de um diabético, teria sido impecável o dia.
Minto, teria sido impecável o dia se minha avó estivesse lá... Junto com as quase centenárias.
Já se foram tantos de sua época. Mas não há como disfarçar... É dela que sinto mais falta. É lembrando dela que meus olhos se enchem de lágrimas. E ouvindo a seguinte música lembrei do quanto ela me fez feliz e o que ela fez por todos nós. Tudo isso de olhos marejados...
Naquela Mesa (Sérgio Bittencourt)
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
"Essa é a tia Maricotinha. Como você não lembra dela?!?!?! Daquela vez em que aconteceu aquilo naquele lugar... Ah, pára! Você lembra sim!"
Incrível. O mais incrível é A-D-O-R-A-R essas situações curriqueiras. Tem outro incredible na história. Eu sempre saio de casa obrigada, achando que vai ser o cúmulo do tédio. Mas sempre me divirto muito. E é tudo sempre igual. Mesmas pessoas, mesmas histórias, mesmas piadas.
Uma coisa que sempre rola é o olhar "cima a baixo". Chego e sinto os olhares todos em mim. Sempre fui a feinha-engraçadinha e esquisita. Fora do padrão. Mas, sabe... Sempre fui a queridinha de todos. Não se pode ter tudo, não é mesmo?
Hoje foi diferente. E incômodo, sim, muito incômodo. "Nossa, Priscillinha! Como você está bonita! Está linda! Ótima..." Seria uma espécie de massagem no ego se eu não pensasse que tipo de monstro eu era. Outra coisa que reparei foi que não me perguntaram se eu estava namorando.
Me conhecendo bem e vendo como eu estou bonita (segundo eles, não opino) devem estar achando que estou na pegação.
Tirando os holofotes de cima de mim... A festa do lado Raibott é sempre ótima. Todos animados, comida boa e farta, cerveja gelada, boa música e muito amor familiar. Sim, nos gostamos muito.
Hoje foi algo mais simples... Só os parentes mais chegados num espaço no prédio da minha prima. Prima essa que está completando 80 anos hoje. É... Sou um dos poucos familiares na faixa dos 20. Mas não pense você que é similar a uma festa no asilo. Todos de pé, rindo, brincando e dançando. A música da festa era ao vivo. Um sambinha perfeito que me fez voltar para casa com saudades do Noel (Rosa)...
Se não fosse aqueles doces maravilhosos me lembrando como é sofrida a vida de um diabético, teria sido impecável o dia.
Minto, teria sido impecável o dia se minha avó estivesse lá... Junto com as quase centenárias.
Já se foram tantos de sua época. Mas não há como disfarçar... É dela que sinto mais falta. É lembrando dela que meus olhos se enchem de lágrimas. E ouvindo a seguinte música lembrei do quanto ela me fez feliz e o que ela fez por todos nós. Tudo isso de olhos marejados...
Naquela Mesa (Sérgio Bittencourt)
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
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